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Por favor naturalizem alguém para presidente do COP

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Sunday, August 12, 2012 by


Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal, afirmou na quinta-feira que "É indispensável mudar de paradigma, sob pena de, daqui a quatro anos, Portugal ser um país residual nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro". Uma das propostas apresentadas por este senhor: "Se queremos 10 ou 11 medalhas, rápidas, então temos de mudar de caminho. Há muitos atletas africanos que querem vir para a Europa e as medalhas aparecem".
Interessante que um senhor que está na presidência do COP há  vários anos propunha uma mudança de paradigma, não começando essa mudança de paradigma por si próprio e o seu afastamento do COP. Na realidade penso que esse senhor devia era sugerir a naturalização de pessoas qualificadas para ocuparem a presidência do COP.
Não tenho nada contra atletas naturalizados, de facto penso que faz todo o sentido a naturalização de atletas como Francis Obikwelu ou Arseniy Lavrentyev, pois tem uma relação com Portugal e apesar de não terem nascido em Portugal, penso que se sentem portugueses. No entanto, naturalizar atletas só para ganhar medalhas é um disparate completo, que só tende a desvirtuar o desporto.



Parabéns a Fernando Pimenta e Emanuel Silva

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Thursday, August 9, 2012 by


Fernando Pimenta e Emanuel Silva conquistaram esta segunda-feira uma medalha de prata para Portugal ao ficarem em segundo lugar na final de K2 1000 metros na canoagem. Uma medalha que quase foi de ouro, pois a dupla terminou a apenas 53 milésimos do ouro.

Aconselho todos a ler o artigo de João Paulo Vilas-Boas para perceber o valor desta medalha, dado o sacrificio que os atletas tem de passar para alcançá-la. Este artigo ajuda também a perceber porque é que esta foi a primeira medalha (tenho esperança que não seja a última) que Portugal alcança nos jogos olimpicos de Londres 2012.

Aproveito este post também para felicitar todos os atletas portugueses que já participaram nos jogos olimpicos de Londres 2012, pois penso que todos eles tentaram dar o seu melhor. A falta de medalhas não é sua culpa, pois partimos para esse jogos sem ter atletas que fossem candidatos indiscutiveis a medalha. Como o artigo de João Paulo Vilas-Boas salienta, para exigirmos medalhas às nossas missões olimpicas temos primeiro que criar atletas que possuam as condições para estarem entre os melhores nas suas especialidades.

Finalmente, dados os resultados da canoagem, era importante perceber o que foi feito nesta especialidade para se conseguir os brilhantes resultados alcançados em Londres, ver como conseguir manter esses resultados e por último perceber se se pode extender o modelo a outras modalidades. Como mero espectador, penso que a canoagem será uma das poucas modalidades onde Portugal poderá ter vantagens comparativas em relação aos outros paises(condições naturais e metereologicas que facilitam a prática da modalidade durante quase todo o ano, inexistência de grandes potências na modalidade contra as quais não é possivel competir, entre outras), pelo que se o objectivo é ganhar medalhas devemos pensar na possibilidade de um apoio específico a esta modalidade.



Alargamento do euro

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Friday, August 3, 2012 by

Os problemas do euro continuam por resolver e já se fala que a  Letónia e Lituânia podem aderir ao euro em 2014. Fui e continuo a ser um defensor do alargamento do euro, pois penso que não pode ser um clube restrito. No entanto, neste momento penso que é um erro pensar em alargamentos quando a casa continua por arrumar. O projecto europeu e em particular o futuro do euro continuam por ser definidos, pelo que antes de alargar é fundamental definir os instrumentos que o euro possui, definir a politica monetária e perceber se a união monetária pode sobreviver sem uma maior integração europeia.



Algo para pensar

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Wednesday, August 1, 2012 by


A coexistência de elevadas taxas de inflação e desemprego (e baixas ou negativas taxas de crescimento)  nos EUA e em outros países durante os anos setenta foi motivo de grande discussão e debate. Este fenómeno que ficou conhecido como "stagflation" deveu-se nessa altura, entre outras coisas, à crise petrolífera e à saída dos EUA do sistema de Bretton Woods.
Em Portugal assistimos nos últimos dois anos a um fenómeno semelhante, sem que tenha havido uma grande discussão sobre ele, as suas causas e consequências. Claro que sabemos que o elevado preço de algumas matérias primas (especialmente o petróleo) e especialmente o aumento da carga fiscal explicam parcialmente a situação em Portugal. No entanto, penso que seria importante um debate mais aprofundado, especialmente para perceber os custos para a economia e caso esses sejam elevados o que se pode e deve fazer para acabar com esta situação.